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| O melhor ainda está por vir |
Jovens intelectuais, ou que se disfarçam de. Ouvem suas músicas de seus artistas sub-famosos o tempo inteiro, não apreciam grandes convívios sociais, se moldam para pertencer a um grupo menor, tanto, até que a minoria cresça exacerbadamente, até que tenham que migrar para uma outra.
Ninguém os compreende.
Mas eles não são loucos.
Eles apenas fogem do comum. Eles são condenados a gostar do incomum. Eles são o futuro.
Bem-vido a era pós-moderna. As personalidades não se encontram, cada um vive em seu tempo.
Até o sexo foi banalizado hoje em dia. Seja ele em si, seja falar sobre.
A tecnologia deixou o ser humano preguiçoso e sonolento. Entretanto, o que falta, é que as pessoas sonhem mais.
Não há mais o que falte ser criado. Há o que falte ser aprimorado, transformado.
As famílias tentam ser tradicionais, mas elas se prendem ao modelo familiar de novela. As crianças não tem limites, e crescem aprendendo mais com o mundo fora de casa. Ou dentro de casa, mas dentro da tela.
O humor é apelativo, e é engraçado. Todos aplaudem e tentam fazer igual.
Falar mal virou moda, e falar bem também. Comentar é moda. Você tem seu espaço em todos os lugares. A mídia é aberta, ou deve ser; e se não for, o ser humano pós-moderno é suficientemente criativo para inventar outro modo.
O estresse é rotina, e o escape é cada vez mais drástico.
O dinheiro é mais importante hoje do que foi ontem, e menos do que será amanhã.
A essência de cada um está resguardada, não no coração, não no cérebro, mas em suas cordas vocais.
O cerco está se fechando, então, "para onde caminha a humanidade?", me perguntaram. Eu não respondi, embora dentro de mim houvesse uma inquietante vontade de gritar: "a humanidade caminha para para a puta que pariu!"
Que venha o dia de amanhã.

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